Fumar durante a gravidez aumenta risco de obesidade infantil

Os novos resultados sugerem que fumar na gravidez pode levar a mudanças na regulação dos genes que desempenham um papel importante no desenvolvimento de células adiposas e, por extensão, na obesidade.

As crianças cujas mães fumaram durante a gravidez correm maior risco de serem obesas mais tarde, dizem os pesquisadores.

Os resultados, publicados na revista Experimental Physiology, mostraram que a chemerina, uma proteína que é produzida pelas células de gordura e parece desempenhar um papel no armazenamento de energia, foi mais prevalente na pele e células isoladas de bebês cujas mães fumaram durante a gravidez.

Pesquisas anteriores mostraram que a chemerina está presente em níveis mais altos no sangue de pessoas obesas.

Os novos resultados sugerem que fumar na gravidez pode levar a mudanças na regulação dos genes que desempenham um papel importante no desenvolvimento de células adiposas e, por extensão, na obesidade.

“Tem sido demonstrado consistentemente que as mães que fumam durante a gravidez conferem maior risco de obesidade ao bebê, mas os mecanismos responsáveis ​​por esse risco aumentado não são bem compreendidos”, disse Kevin Pearson, da Universidade de Kentucky, nos EUA.

“Nosso trabalho demonstrou que as mulheres grávidas que fumam cigarros durante a gravidez induzem mudanças distintas na expressão do gene chemerin em seus filhos”, disse Pearson.

Para o estudo, os pesquisadores recrutaram um total de 65 novas mães. Todos os bebês eram nascidos a termo e aproximadamente metade de todas as mães novas relataram fumar durante a gestação.

Os resultados atuais e futuros podem fornecer um trampolim para o desenvolvimento de tratamentos eficazes contra a obesidade pediátrica e adulta em bebês nascidos de fumantes, bem como aqueles expostos a outras exposições ambientais no útero, observou a equipe. 

Créditos pelas imagens: www.gazetadooeste.com.br

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